“Nas estradas do exílio”: o sertão de Ronaldo Correia de Brito

Analice de Oliveira Martins

Resumo


Esta resenha pretende apresentar de forma analítica o romance Dora sem véu, publicado em 2018, pelo escritor Ronaldo Correia de Brito. De forma breve, procura evidenciar que, apesar de ser significativo o descentramento de gênero do foco narrativo, dando visibilidade a uma voz feminina, o que importa, sobretudo, é a ratificação do projeto ficcional do autor, em que o sertão nordestino se apresenta atravessado por deslocamentos e embates de ordem diversa. Confrontam-se tradição e modernidade, localismo e cosmopolitismo, centro e periferia, fixidez e desenraizamento. Dora sem véu coloca em xeque a imagem discursiva, introjetada na ficção regionalista brasileira dos anos 1930, de um sertão de fixidez e imobilidade.


Palavras-chave


Descentramentos. Sertão. Ficção contemporânea.

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Referências


AUGÉ, Marc. Não-lugares: introdução a uma antropologia da supermodernidade. Campinas: Papirus, 2001.

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BRITO, Ronaldo Correia de Brito. Dora sem véu. Rio de Janeiro: Alfaguarra, 2018.




DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7726.2019.4.33130

e-ISSN: 1984-7726 | ISSN-L: 0101-3335


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