Il dialogo con l’altro, “il mio eroe”, in Michail Bachtin

Augusto Ponzio

Resumo


La comprensione e descrizione di ciascuno nella propria unicità, singolarità, non
sarebbe possibile se effettuata dal medesimo soggetto intorno a cui essa si organizza, come tale incapace di averne una visione complessiva. Né può avvenire da un punto di vista conoscitivo, non emotivamente e valutativamente partecipativo, da un punto di vista oggettivo, indifferente. Ma neppure può basarsi sulla immedesimazione, che ridurrebbe a una sola visione il rapporto
di due posizioni reciprocamente esterne e non intercambiabili. Per Bachtin l’interpertazionecomprensione dell’architettonica presuppone che essa si realizzi a partire da una posizione esterna, extralocalizzata, exotopica, altra, differente e al tempo stesso non indifferente, ma a sua volta partecipativa. Si danno così due centri di valore quello dell’io e quello dell’altro, che sono “i due centri di valore della vita stessa”, Ebbene, Bachtin, in “Per una filosofia dell’atto responsabile”, individua una visione del genere specificamente nell’arte verbale, nella letteratura, che è anch’essa una visione architettonica organizzata intorno a quel centro di valore – l’eroe – che è il singolo essere umano nella sua unicità, insostituibilità, precarietà, mortalità. Il rapporto dell’autore col suo eroe è un interesse disinteressato. Allora in che cosa consiste il rapporto tra arte e vita? Che cosa di ciò che è vissuto dell’arte, dell’arte verbale, non deve
essere dimenticato, non deve restare inattivo nella vita? La risposta è evidente, anche se non è facile accettarla: l’assunzione dell’altro come eroe, la necessità anche nella vita di un rapporto con l’altro, come quello tra autore ed eroe e quindi tra lettore ed eroe: l’altro come “mio eroe”, come lo può essere, grazie a Dostoevskij, anche il Raskol’nikov di “Delitto e Castigo” o lo Stavrogin dei “Demoni”.

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O diálogo com o outro, “o meu herói”, em Mikhail Bakhtin


Resumo: A compreensão e descrição de cada um, na própria unicidade, singularidade, não seria possível se efetuada pelo mesmo sujeito em torno do qual ela se organiza, como tal incapaz de ter uma visão do todo. Nem pode advir de um ponto de vista cognoscitivo, não emotivo e valorativamente participativo, sob uma ótica objetiva, indiferente. Nem mesmo pode basear-se
na empatia, que reduziria a uma única visão a relação de duas posições reciprocamente externas e não intercambiantes. Para Bakhtin, a interpretação-compreensão da arquitetônica pressupõe que ela se realize a partir de uma posição externa, extralocalizada, exotópica, outra, diferente e, ao mesmo tempo, não indiferente, mas, por sua vez, participativa. Acontecem, assim, dois
centros de valor – aquele do eu e aquele do outro – que são “os dois centros de valor da própria vida”. Pois bem, Bakhtin, em “Para uma filosofia do ato responsável”, identifica uma visão do gênero especificamente na arte verbal, na literatura, que é também uma visão arquitetônica, organizada em torno daquele centro de valor – o herói – que é o ser humano singular na sua unicidade, insubstituibilidade, precariedade, mortalidade. A relação do autor com o seu herói é de um interesse desinteressado. Desse modo, em que consiste a relação entre a arte e a vida? O que daquilo que é visto da arte, da arte verbal, não deve ser esquecido, não deve ficar inativo na vida? A resposta é evidente, mesmo não sendo fácil de ser aceita: a assunção do outro como herói, e também a necessidade na vida de uma relação com o outro, como aquela entre o autor e herói e, consequentemente, entre leitor e herói: o outro como “meu herói”, como o pode ser, graças a Dostoiévski, também o Raskólnikov de “Crime e Castigo” ou o Stavrogin de “Os demônios”.


Palavras-chave: Singularidade; Unicidade; Herói; Compreensão participativa; Arte verbal; Amor




Palavras-chave


Singolarità; Unicità; Eroe; Comprensione partecipe; Arte verbale; Amore

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7726.2015.s.23126

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