Geografia-geografias: a literatura (felizmente) se ocupa do que a historiografia parece menosprezar

Antonio Carlos Hohlfeldt, Ana Cláudia Munari

Resumo


O lançamento, em 1935, de uma narrativa histórica, denominada Noite de reis, recentemente reeditada, abre a oportunidade para uma revisão a respeito da chamada geografia literária do Rio Grande do Sul. Aquele texto, de autoria de Manoel Estevão Fernandes Bastos, praticamente inédito nos círculos literários sul-rio-grandenses ainda hoje, introduziu duas novidades no mapa literário do estado: a região geográfica das encostas da Serra Geral e da Serra do Mar, historicamente importante para a colonização e a ocupação dos territórios sul-rio-grandenses, e o tipo humano ali presente, mescla de descendentes vicentinos e lagunenses com brasileiros do norte e colonizadores alemães. Para além desses aspectos, contudo, o texto é interessante exemplo de uma narrativa épica e ao mesmo tempo trágica, que mistura fatos históricos e ficção, sugerindo veios ainda não explorados para a literatura do estado sulino.

Palavras-chave


Literatura sul-riograndense; Crítica literária; Noite de reis; Fernandes Bastos

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7726.2014.2.13483

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