A desmistificação do método global

Leonor Scliar-Cabral

Resumo


Proponho-me neste artigo, baseada nos recentes achados da neurociência, desmistificar o método global, que ainda goza de muitos adeptos no Brasil, apesar de sua condenação oficial em países como a França. Traçarei um breve histórico de seu surgimento e desdobramentos, exemplificando o uso no Brasil com algumas cartilhas. Apresentarei, a seguir, evidências empíricas das neurociências sobre os limites biológicos à captação pela retina de mais do que doze caracteres a cada fixação sobre a linha impressa e sobre como a região especializada para tal, a região occípito-temporal ventral esquerda, processa a informação escrita, demonstrando que o reconhecimento da palavra não se dá por configuração. Finalizarei asseverando que a opção por métodos fônicos não implica ignorar a existência e necessidade de processamentos top-down e em paralelo, uma vez que a leitura e sua aprendizagem se ancoram em conhecimentos prévios armazenados na memória linguística, acionados para sustentar o reconhecimento da palavra escrita. Ao final, breves considerações sobre os métodos fônicos.

Palavras-chave


Método global; Refutação; Neurociências; Limites biológicos; Arquitetura cerebral

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Previsão: 06/07/2020


e-ISSN: 1984-7726 | ISSN-L: 0101-3335


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