O uso da caneta injetora de insulina no cotidiano: percepções do adolescente

Deisi Maria Vargas, Ana Lúcia Bertarello Zeni, Adriana Lobo Muller, Claúdia Regina Lima Duarte da Silva

Resumo


Objetivo: Conhecer as percepções do adolescente com diabetes mellitus tipo 1 sobre o uso da caneta injetora de insulina no cotidiano.
Materiais e Métodos: Realizou-se uma pesquisa qualitativa envolvendo 15 adolescentes com diabetes inscritos em um programa universitário de extensão, com 13 a 18 anos de idade. Os jovens do sexo masculino e feminino com assiduidade de no mínimo três reuniões por ano nas atividades do grupo foram convidados a participar do estudo. As entrevistas semiestruturadas foram desenvolvidas antes e depois do uso contínuo da caneta aplicadora de insulina. Os dados foram interpretados através da análise de conteúdo proposta por Bardin. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética da Universidade Regional de Blumenau sob o parecer número 99/10.
Resultados: Nove adolescentes com diabetes, sendo quatro do sexo feminino e cinco do sexo masculino revelaram que se sentem impotentes frente à mudança causada pela doença e a consequente perda de controle sobre a própria vida. Além disso, a condição de ter diabetes e aplicar a insulina com seringa e agulha foi apontada como uma das dificuldades do tratamento. Sobre a caneta, todos os adolescentes responderam que a preferem devido à praticidade no desenvolvimento das atividades cotidianas.
Conclusão: Neste estudo foi percebido que o uso da caneta injetora de insulina contribui para a melhoria da qualidade de vida, merecendo mais atenção dos profissionais e da gestão pública em saúde visando o estímulo ao autocuidado.


Palavras-chave


saúde do adolescente; diabetes mellitus; qualidade de vida; insulina.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1983-652X.2019.3.33426

 

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