Sífilis congênita: prevalência e fatores associados em hospitais universitários de Pelotas

Carolina Damé Osório Lopes, Elaine Pinto Albernaz

Resumo


Objetivo: Avaliar a prevalência de sífilis congênita e os fatores associados à doença em neonatos de dois hospitais universitários da cidade de Pelotas, RS.
Materiais e Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, cujos casos de sífilis congênita foram identificados por meio das notificações compulsórias de cada hospital no período entre janeiro de 2016 a dezembro de 2017. As características dos neonatos com a doença foram comparadas àquelas dos nascidos vivos em Pelotas durante o período do estudo nestes hospitais.
Resultados: A prevalência de sífilis congênita foi de 2,4% e a probabilidade de investigação foi maior nos filhos de gestantes mais jovens, de cor não branca e com menor escolaridade. Os neonatos investigados tiveram uma probabilidade 40% maior de nascerem com baixo peso.
Conclusão: A prevalência de sífilis congênita continua elevada e o principal impacto sobre a saúde do neonato foi o aumento da probabilidade de baixo peso ao nascer.


Palavras-chave


sífilis congênita; cuidado pré-natal; epidemiologia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1983-652X.2019.3.33415

 

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