Fatores de risco para hipertensão arterial sistêmica em idosas de um centro de referência

Tainá Cristina Lara Assunção, Graziela De Carli, Ana Luisa Sant’Anna Alves, Daniela Bertol, Juliane Bervian, Marlene Doring, Marilene Rodrigues Portella, Helenice de Moura Scortegagna, Júlia Pancotte, Emanuelly Casal Bortoluzzi, Bernadete Maria Dalmolin

Resumo


Introdução: Há evidência de que conforme os indivíduos envelhecem, as doenças crônicas não transmissíveis tornam-se as principais causas de morbidade, incapacidades e mortalidade em todo o mundo.

Objetivo: Este trabalho buscou identificar fatores de risco para hipertensão arterial sistêmica em idosas de um Centro de Referência e Atenção ao Idoso.

Materiais e Métodos: Este estudo transversal está aninhado no Estudo Longitudinal do Centro de Referência e Atenção ao Idoso (Elo-Creati). Os fatores de risco investigados foram: consumo de bebidas alcóolicas, uso de tabaco, história familiar de hipertensão arterial sistêmica, nível de atividade física e estado nutricional. Também foram investigadas variáveis demográficas e socioeconômicas. A análise dos dados foi realizada por meio de frequências absoluta e relativa simples e teste Qui-quadrado.

Resultados: Foram avaliadas 313 idosas, sendo 262 (84,5%) de cor branca, a maioria com idade entre 60 a 69 (57,2%; n=179) anos e pertencente a classe econômica B (52,1%; n=162). Das idosas participantes deste estudo, 187 (59,9%) referiram a presença de hipertensão arterial sistêmica, e os fatores associados encontrados foram: classe econômica, IMC e nível de atividade física (p<0,05).

Conclusão: Entre os fatores de risco estudados, destaca-se a presença de história familiar de hipertensão arterial sistêmica, excesso de peso e inatividade física. Assim, sugere-se ações dos órgãos públicos e setores privados no enfrentamento efetivo desta realidade.


Palavras-chave


estado nutricional; envelhecimento; doença crônica.

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