Circunferência braquial e adequação de manguitos em unidade de terapia intensiva adulto

Suzana Waleska da Silva Barreto, Tayse Mayara de França Oliveira, Bruna Oliveira Gonzaga, Clara Suellen Lacerda Arruda, José Rocha Gouveia Neto, Nathália Bianca Gomes da Nóbrega, Karla Suênia Aires de Queiroz, Taciana da Costa Farias Almeida

Resumo


Introdução: A medida da circunferência braquial é uma das etapas a serem realizadas antes do procedimento de medida indireta da pressão arterial. No entanto, observa-se na prática uma quebra neste protocolo, o que pode levar a valores e diagnósticos incorretos.
Objetivo: Identificar a circunferência braquial de pacientes internados e correlacionar com o tamanho de manguito correspondente, de acordo com as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão. Materiais e Métodos: Estudo transversal realizado com pacientes internados em unidade de terapia intensiva adulto. Utilizou-se fita métrica inelástica para medir a circunferência braquial dos sujeitos e compará-la com as recomendações das VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão.
Resultados: Foram medidas as circunferências braquiais de 46 pacientes. Destes, apenas 16 (34,8%) estavam com manguitos apropriados, 28 (60,9%) com maiores que o adequado e dois deles (4,3%) com um cuff menor do que o preconizado.
Conclusão: Os resultados do estudo mostram inadequação na escolha dos manguitos, o que pode ter privado pacientes de tratamentos corretos perante o quadro clinico. É pontual a necessidade de atividades de educação continuada para os profissionais envolvidos com a medida da pressão arterial, especialmente em relação à adequação do manguito em pacientes críticos.


Palavras-chave


circunferência braquial; determinação da pressão arterial; unidades de terapia intensiva.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1983-652X.2017.3.24565

 

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