Para uma arqueologia da prática escolar na educação da infância

Magali Reis, Lenise Maria Ortega, Julia Calvo, Mariana Veríssimo

Resumo


As reflexões apresentadas neste artigo decorrem das experiências de pesquisa e extensão universitária desenvolvidas em instituições de Ensino Fundamental e Educação Infantil. A ideia de trabalhar com a Arqueologia das Práticas Escolares surgiu a partir de nossa imersão nos campos de investigação científica nas escolas, da observação e do registro de inúmeras práticas escolares, as quais, ao final do ano letivo, perdem-se, não havendo sistematização e produção de acervo do rico material produzido. Buscam-se, na arqueologia, os conceitos, e métodos de coleta de dados para se pensar as possibilidades de constituição de acervos digitais que possibilitem a análise da produção material do ensino na educação básica, delimitando o campo de indagação à “Escola de Infância” compreendida como a Educação Infantil (EI) e os anos iniciais do Ensino Fundamental (EF). E parte-se do entendimento que a articulação e as políticas de transição entre essas escolas necessitam ser repensadas continuamente.


Palavras-chave


Arqueologia. Prática escolar. Educação. Formação de professores. Cultura material.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1981-2582.2016.1.20091

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