Economia popular solidária e precarização das relações de trabalho

Fabrício J. Missio, Fabiano F. Alves, Rosele Vieira

Resumo


Este trabalho tem como objetivo discutir a respeito das iniciativas caracterizadas como economia popular e solidária, argumentando que elas podem ser interpretadas como uma alternativa que o próprio sistema capitalista desenvolveu para garantir a sobrevivência e a reprodução do crescente “exército de reserva”, bem como para reduzir os custos da mão-de-obra. Efetuou-se uma revisão bibliográfica para conceituar essas experiências e mostrar as incoerências teóricas e práticas que permeiam esta proposta. As principais conclusões mostram que é possível interpretar algumas dessas experiências, em especial as cooperativas de trabalho, não como alternativas de organização e gestão da produção, mas como forma espontânea de resistência dos trabalhadores excluídos pela lógica competitiva do mercado.
Palavras-chave: Economia popular. Mercado de trabalho. Cooperativas de trabalho.

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ISSN-L: 1516-2680
e-ISSN:
1980-6302


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