O ativismo cultural e a imaginação da fronteira Brasil-Uruguai

Felipe José Comunello

Resumo


Este artigo objetiva analisar os modos pelos quais determinados agentes e movimentos políticos que atuam em defesa de políticas culturais imaginam a área de fronteira entre Brasil e Uruguai como um espaço cultural comum. A pesquisa de campo na qual se baseia essa análise foi realizada com militantes da cultura (assim autodenominados) e distintos agentes culturais que vivem ou atuam nesta área de fronteira, dentre os quais se encontram músicos, poetas, realizadores de cinema, documentaristas, produtores, entre outros. Tanto uns quanto outros se tornam inseparáveis quando se observa uma tendência de simultaneidade entre o seu ativismo cultural e a sua afirmação profissional. Analisam-se tais modos específicos de atuação em defesa de políticas culturais voltadas para a área de fronteira. Pretende-se discutir como a fronteira enquanto um símbolo é mobilizada na atuação política e profissional destes agentes e quais seus reflexos nas dinâmicas sociais e políticas locais e regionais.


Palavras-chave


Ativismo. Políticas culturais. Imaginação. Fronteira. Profissão.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2018.2.29411

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