Para além da maldade, da loucura e da vitimização: agência intencional e volição em crimes violentos praticados por mulheres

José Luiz Ratton, Clarissa Galvão

Resumo


A literatura criminológica tem apontado há muitos anos que as mulheres matam muito mais raramente que os homens. O argumento central deste texto propõe que os assassinatos cometidos por mulheres não podem ser explicados deterministicamente por transtornos mentais ou processos de vitimização, antigos ou recentes. Sem excluir a eventualidade da existência de tais mecanismos psicossociais, buscamos discutir a ideia de que as mulheres também matam de forma deliberada, em atos que envolvem vontade (ou volição), intencionalidade, racionalidade, emoções como raiva e ódio, que podem estar associados de forma relativamente autônoma a processos de vitimização remotos ou recentes e mesmo a transtornos mentais passageiros ou permanentes.


Palavras-chave


Violência praticada por mulheres. Vitimização. Psiquiatrização. Volição. Agência.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2016.1.22365

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