Gerência intercultural, diferença e mediação nas empresas transnacionais

Lívia Barbosa, Letícia Veloso

Resumo


Este artigo investiga o conceito de interculturalidade, tal como ele vem se constituindo nas práticas diárias de gerenciamento em empresas transnacionais, tomando como base a análise de materiais de treinamento intercultural produzidos em três países– Estados Unidos, Alemanha e Brasil. O artigo é parte de um projeto de pesquisa mais abrangente sobre os mecanismos de construção da diferença e sobre a mediação cultural. Buscamos identificar as diferentes maneiras pelas quais se constroem a diferença, a comunicação e a mediação cultural nos casos analisados, que são tomados como “modelos” apenas para fins de análise. Sugerimos que, enquanto o “modelo norte-americano” ainda se utiliza principalmente de uma noção de cultura homogênea, inclusiva e excludente, o “modelo alemão” pensa a diferença a partir de uma perspectiva política fundada na moral e na ética. Enquanto isso, no (ainda incipiente) “modelo brasileiro”, em processo de construção, percebe-se uma maior potencialidade para a produção do consenso e da mediação, que consideramos aspectos centrais da chamada interculturalidade. Isto porque, fundando na percepção de que a diferença é apenas um dado intrínseco à sociedade brasileira, este “modelo” não coloca a questão da diferença como “problema” a ser resolvido, e sim como passo fundamental para a mediação cultural. Palavras-chave: Interculturalidade. Diferença. Empresas transnacionais. Reconhecimento.

Palavras-chave


Interculturalidade. Diferença. Empresas transnacionais. Reconhecimento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2007.1.2037

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