Movimentos antiglobalização e cooperação securitária na União Européia

Carlos S. Arturi

Resumo


O trabalho tem como finalidade principal analisar as respostas e reações dos Estados à emergência de atores não-governamentais que se opõem à ordem mundial atual. A constituição de uma governança securitária interestatal para vigiar, controlar e, eventualmente, reprimir os movimentos antiglobalização foi recrusdecida após os atentados de 11 de setembro de 2001, com a intensificação da cooperação policial e de inteligência intergovernamentais. Partimos da conclusão de Charles Tilly sobre a centralidade dos conflitos e da mobilização coletiva nos processos de ruptura ou reforma de uma ordem política e no desenvolvimento das instituições, para problematizar a configuração atual da política internacional: trata-se apenas de acordos e instituições securitárias firmados entre estados nacionais, que não alteram o sistema “westphaliano”, ou assiste-se à constituição das primeiras instituições realmente supra-estatais a compartilhar atributos que até então eram exclusivos dos estados nacionais, como aqueles concernentes às atividades de segurança e inteligência? O estudo do controle e repressão direcionados contra o movimento antiglobalização, particularmente na União Européia, será realizado através da análise das declarações e diretivas de chefes de governo europeus sobre os protestos e das ações concretas tomadas por ocasião das grandes manifestações (Seattle, Nice, Gênova, entre outros). Palavras-chave: Política Internacional; Contestação internacional; Segurança e Inteligência; Movimentos antiglobalização; Globalização; União Européia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1984-7289.2004.2.15

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