Desafios, estratégias e alianças das centrais sindicais no Mercosul
Alan Barbiero, Yves Chaloult
Resumo
No presente artigo, os autores analisam os desafios, estratégias e alianças das centrais sindicais no Mercado Comum do Sul (Mercosul), buscando compreender como esses atores vão construindo espaços regionais de negociação e de interação. Partem da seguinte questão: é possível uma articulação regional das centrais sindicais capaz de influenciar o processo de evolução do Mercosul, para garantir ou ampliar os interesses dos trabalhadores por elas representados? Metodologicamente, vão privilegiar as percepções dos dirigentes das principais centrais sindicais do Brasil e da Argentina, a partir de entrevistas realizadas no final de 1998 e início de 1999. Os autores concluem que, apesar de suas diferentes origens, histórias, posições políticas e ideológicas, as centrais sindicais têm conseguido manter uma posição articulada e unificada nas negociações do Mercosul, o que poderá ser a base para uma cultura sindical supranacional. As centrais sindicais optaram por uma postura de maior negociação, em detrimento do confronto ou da simples crítica. Mesmo sendo motivadas, principalmente,
por interesses nacionais, a regionalização econômica do Cone Sul está provocando o início da regionalização de práticas sindicais.
por interesses nacionais, a regionalização econômica do Cone Sul está provocando o início da regionalização de práticas sindicais.
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Civitas - Revista de Ciências Sociais
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