intuitio, Vol. 4, No 2 (2011)

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Hegel e Marx: da alienação a uma ética da reconciliação

Adilson Felicio Feiler (PUCRS)

Resumo


Pensarmos o conceito de reificação (Verdinglichung) em Marx, bem como em seus interlocutores nos leva a remontá-lo a partir de suas origens que deitam Raízes em Hegel. Contudo, a nossa intenção aqui é mostrar esta origem para antes da elaboração sistemática do pensamento hegeliano maduro. Aproximamos o conceito de reificação de Marx à obra do jovem Hegel: O espírito do cristianismo e o seu destino. Como Marx, no contexto do capitalismo, pensou a reificação como redução do indivíduo a um subproduto da indústria e do mercado, Hegel, no contexto do Jesus histórico situado no universo judaico, pensou o indivíduo reduzido ao cumprimento da lei, como uma força estranha (Eine fremde Kraft). Assim, tanto a reificação como a força estranha agem coercitivamente da mesma maneira a impedir a realização de uma ética relacional, unificada e personalizada. Na proposta ética do jovem Hegel, por isso, pretendemos verificar qual o alcance do conceito de reconciliação (Versöhnlichkeit) para a superação da alienação. É possível pensarmos com Hegel, pela via da reconciliação, a superação da reificação e da força estranha?

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