Cosmopolitismo e a miopia humanista
Caroline Suransky, Harry Kunneman
Resumo
Em vista da tensão entre a enorme relevância do cosmopolitismo, por um lado, e a situação prática preocupante do nosso planeta, por outro, o texto defende que o projeto cosmopolitista carece de novos horizontes de inspiração. Em busca de tal horizonte, o texto enfoca a relação entre humanismo e cosmopolitismo, em particular as consequências, para o projeto cosmopolitista, daquilo que os autores denominam “miopia humanista”. Essa miopia surge da crença de que “lá no fundo” todos os seres humanos estão primariamente orientados para formas benevolentes, empáticas e dialógicas de se vincular com os outros. Isso leva a uma negligência sistemática das propensões dos seres humanos para formas indiferentes, malévolas e violentas de relacionar-se com os outros. O estudo argumenta em prol de um humanismo crítico, objetivando uma visão cosmopolita de uma sociedade mundial mais justa e sustentável, mas de igual forma crítica com relação às diferentes manifestações da miopia humanista.
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Este periódico é membro do COPE (Committee on Publication Ethics) e adere aos seus princípios. http://www.publicationethics.org Apoio Institucional – fev./dez. 2012 referente ao Edital MCTI/CNPq/MEC/CAPES Nº. 15/2011.
Educação
eISSN 1981-2582
ISSN 0101-465X
Avaliação do Qualis CAPES - 2012
ÁREA CAPES - Educação
CLASSIFICAÇÃO - A2

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.
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