Currículo, experimento e experiência: contribuições da Educação em Ciências

José Luís Schifino Ferraro

Resumo


Ao tomar como ponto de partida a possibilidade da problematização para (res)significar elementos essenciais ao ensino das Ciências da Natureza, lança-se por sobre o currículo um olhar ético-estético que reforça a necessidade e o direito de o aluno experienciar sem desconsiderar a importância da experimentação na construção de conhecimentos específicos da área. Considerando a dualidade experiência/experimento, o trabalho que segue não pretende evidenciar a necessidade de sobreposição uma sobre outra, mas discuti-las para que se possa resgatar a dimensão de transformação inerente ao conceito de educação muito além da pura aplicabilidade e domínio da técnica.


Palavras-chave


Currículo. Ensino de Ciências. Experiência.

Texto completo:

PDF

Referências


ALTHUSSER, Louis. Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. 3 ed. Lisboa: Editorial Presença, 1980.

AUSUBEL, D. P. The psychology of meaningful verbal learning. New York, Grune and Stratton, 1963.

______. Educational psychology: a cognitive view. New York, Holt, Rinehart and Winston, 1968.

BACHELARD, Gaston. A formação do espírito científico. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.

GAUTHIER, C. Esquizoanálise do currículo. Educação e Realidade, v. 27, n. 2, p. 143-156, 2002.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs. São Paulo: Editora 34, 2007. Vol. 1.

______. O anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia. São Paulo: Editora 34, 2011.

DESCARTES, René. Discurso do método. Porto Alegre: LPM, 2009.

FERREIRA, A. B de H. Novo dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Editora Positivo, 2004.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro, Graal, 1986.

______. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

______. Segurança, território e população. São Paulo: Martins Fontes, 2008a.

______. Nascimento da biopolítica. São Paulo: Martins Fontes, 2008b.

______. A ordem do discurso. 17. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2008c.

______. El gobierno de sí y de los otros. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2011.

HERMANN, Nadja. Ética, estética e alteridade. Cultura e alteridade: confluências. Org. de Amarildo Trevisan, Elisete Tomazetti. Ijuí: Ed. Unijuí, 2006.

KRASILCHIK, Myriam. Ensino de ciências e a formação do cidadão. Em Aberto, Brasília, v. 7, n. 40, p. 55-60, 1988.

KROEF, Ada Beatriz Gallicchio. Currículo como máquina desejante. Reunião Anual da Anped, v. 24, p. 135-136, 2001.

______. Interceptando currículos: produzindo novas subjetividades. Educação & Realidade, v. 26, n. l, p. 93-114, 2001.

LARROSA, Jorge. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Revista Brasileira de Educação, v. 19, n. 1, 2002.

______. Experiência e alteridade em educação. Reflexão e Ação, v. 19, n. 2, p. 04-27, 2011.

PEREIRA, Marcos Villela; FERRARO, José Luís Schifino. Currículo e práticas de controle: o caso da gripe H1N1. Currículo sem Fronteiras, v. 11, n. 2, p. 134-146, 2011.

PEREIRA, Marcos Villela. Contribuições para entender a experiência estética. Revista Lusófona de Educação, n. 20, p. 109-121, 2012.

PÉREZ GÓMEZ, Ángel Ignacio. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre: Artmed, 2001.

POPPER, Karl R. A lógica da pesquisa científica. Rio de Janeiro: Cultrix, 2004.

SILVA, Tomaz Tadeu. Documentos de identidade: uma introdução às

teorias do currículo. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.




DOI: http://dx.doi.org/10.15448/1981-2582.2017.1.22751

ISSN-L: 0101-465X | e-ISSN: 1981-2582


Exceto onde especificado diferentemente, aplicam-se à matéria publicada neste periódico os termos de uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional, que permite o uso irrestrito, a distribuição e a reprodução em qualquer meio desde que a publicação original seja corretamente citada.