Aprendizagem ao longo da vida, subjetividade e a sociedade totalmente pedagogizada

Stephen Ball

Resumo


O aprendiz ao longo da vida é um dos temas de maior destaque e sobre determinação no âmbito das políticas educacionais atuais e de algumas versões correntes da teoria social. A aprendizagem ao longo da vida está sujeita a um fluxo constante de exaustivas declarações políticas e os textos sobre esse tema estão saturados de ficções políticas.1 Essas declarações e textos esboçam os contornos e algumas dimensões do que pode ser uma nova totalidade social, da qual a aprendizagem ao longo da vida é um componente significativo. Este artigo explora alguns dos elementos principais desta nova totalidade social e está organizado em torno de uma trajetória de aprendizagem ao longo da vida. Ele concentra-se particularmente em três “momentos” ou cenários de aprendizagem e subjetividade: o aprendiz pré-escolar e a “maternagem total”; o aprendiz da educação pós-obrigatória e a sociedade de trabalho; e o aprendiz adulto e a “autoajuda”. São identificadas quatro temáticas discursivas que perpassam de modo destacado esses três momentos: empresa, responsabilidade, educabilidade e mercadorias.

Palavras-chave


Aprendizagem ao longo da vida; governamentalidade; maternagem; autoajuda

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Educação

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